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Presidente da FNAPF quer “mais empenho” do Governo no combate ao nemátode do pinheiro

FNAPF fez uma pré apresentação do primeiro livro publicado em Portugal sobre a doença da murchidão do pinheiro bravo no decorrer da Expoflorestal

FNAPF MAM

 
O presidente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, Vasco Campos, alertou para a ameaça do desaparecimento do pinheiro bravo “adulto” em Portugal, caso as autoridades com responsabilidades no setor florestal, não coloquem “mais empenho” no combate à doença da murchidão do pinheiro. O apelo foi deixado no decorrer da Expoflorestal, em Albergaria à Velha, onde a FNAPF,  aproveitou para fazer a pré apresentação daquele que é o primeiro livro publicado em Portugal sobre este tema, realizado em coautoria com várias entidades cientificas e académicas, tendo sido financiado no âmbito do PRODER (Acção 4.2.2 “Redes Temáticas de Informação e Divulgação”). A apresentação prévia contou com a presença de autores e editores, que foram unânimes em considerar esta publicação “inédita” não só em Portugal, como no resto da Europa – a versão final do projecto contempla ainda uma versão em inglês , um guia de campo, um filme, dois panfletos e um cartaz - compilando informação técnica e cientifica, que tem como objetivo dar um forte contributo para o conhecimento de uma doença que constitui, neste momento, uma das principais ameaças à fileira do pinho em todo o espaço europeu. Preocupado “com a dimensão que o problema atingiu em Portugal e com a forma como se está a expandir”,  Vasco Campos não tem dúvidas que “se nada for feito, o pinheiro bravo adulto, como sempre o conhecemos, vai acabar".
Pretendendo com este livro trazer para “a discussão pública” a problemática do nemátode , porque  “até agora não havia nenhum trabalho com esta profundidade”, o presidente da FNAPF congratulou-se com a articulação mantida ao longo de mais de três anos, entre os vários parceiros, nomeadamente a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o  INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e a Escola Superior Agrária de Coimbra, agradecendo ainda o apoio do ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Floresta) e do Grupo Portucel que, apesar de estar ligado à fileira do eucalipto, foi a entidade que mais se mostrou recetiva a apoiar o projeto.
“Fazer um livro destes, com esta qualidade técnica não é uma tarefa fácil, e não tenho dúvidas nenhumas que estes 1500 exemplares vão desaparecer num instante”, assegurou Vasco Campos, pedindo “mais empenho” das entidades com responsabilidades florestais no tratamento deste tema, pois “ não se pode assobiar para o ar e pensar que esta doença não vai passar para o resto da Europa, estando já em Espanha”, advertiu no decorrer da apresentação do livro “A Doença da Murchidão do Pinheiro na Europa: Interações Biológicas e Gestão integrada”, na Expoflorestal. Uma publicação que, apesar do seu teor cientifico, é dirigida a um grupo-alvo bastante alargado, e cuja leitura é recomendada a todos os proprietários florestais e até a “curiosos” que queiram saber um pouco mais sobre este tema. “Está feito de forma a que todos possam ter acesso a ele”, afirmou  uma das autoras, Isabel  Abrantes, sublinhando o contributo que esta publicação pretende dar  para o controlo e gestão de uma doença que afetou e continua a afetar severamente o pinheiro bravo. Também o engenheiro florestal da FNAPF e Editor do livro, Fernando Vale, não tem dúvidas que este projeto vem contribuir para a “afirmação” do país em termos de conhecimento da doença da murchidão do pinheiro, cujo problema vai chegar, no futuro, com grande “probabilidade” a outros países europeus.